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Nasceu na região de Castela, em Caleruega, província de Burgos, na Espanha, em 1170. De família aristocrática, seus pais, Félix de Gusmão e Joana de Aza, herdeiros de Garci Fernandez, seu bisavô materno, fundador de sua cidade natal, em 1140, ostentaram o título de Conde e senhores de Caleruega, onde se localizava o palácio de Gusmão.

Aos 8 anos de idade, São Domingos mudou-se para a aldeia de Gusmiel D´Izan, para estudar com um tio padre, irmão de sua mãe, lá permanecendo por sete anos.

Aos 15 anos, matriculou-se na Universidade, na cidade de Palência, época em que já demonstrava misericórdia e compaixão aos flagelados da fome. Compadecido com a miséria alheia, vendeu todos os seus livros manuscritos em pele de carneiro, obras preciosas que herdara de seu pai, para comprar alimentos aos pobres, sob o seguinte argumento: “Não posso estudar sobre pele mortas, enquanto tantos homens morrem de fome”.

Deixou toda a riqueza de sua nobre família, e se fez humilde Pregador do Evangelho.

Após a conclusão do curso básico ingressou no curso de Teologia. Aos vinte e cinco anos foi ordenado Sacerdote, e recebe o título de Cônego na Catedral da cidade de Osma, onde começa a se destacar como pregador.

Lecionou “Sagrada Escritura” na Universidade de Palência, tendo recebido o título de Mestre.

 

CONVERSÃO

Em 1203, foi enviado para uma missão diplomática, perfazendo um longo percurso, da Espanha à Dinamarca.

Portanto, ao pisar em terra francesa, confrontou com as heresias que dominavam o sul da França. Descobriu que o verdadeiro sentido de sua missão era pregar entre os hereges, com o único objetivo de convertê-los, anunciando-lhes o Evangelho.

 

PRIMEIRA FUNDAÇÃO

Uma ordem de Monjas foi a primeira fundação realizada por São Domingos. Eram nove filhas, por ele convertidas, que juntamente com mais duas receberam um hábito branco (pureza) e preto (penitência), e passaram a ter uma vida santa, constituída de trabalho, oração, caridade e conversão de hereges.

Fundou, no início do século XIII, em 1216, a Ordem dos Irmãos Pregadores, aprovada sob a Regra de Santo Agostinho, pelo Papa Onório III.

 

MILAGRE DA RESSURREIÇÃO

Certa ocasião, quando São Domingos pregava na igreja de São Marcos, D. Tuta, uma viúva de Roma, deixou o seu filho muito enfermo, para ouvir as suas pregações. Quando voltou encontrou-o morto. Desesperada, recorreu à São Domingos, com o pequeno corpo nos braços, implorando ao santo que rogassse vida, à Deus, pelo seu filho.

Compadecido da dor da pobre mãe, traçou o sinal da cruz sobre a testa do menino que, em seguida, levantou vivo.

Este milagre da ressurreição foi testemunhado pelos freis Tancredo, Alberto, Odon, Henrique, Gregório, e outras pessoas.

São Domingos de Gusmão faleceu no dia 6 de agosto de 1221, aos 51 anos de idade, em Bolonha, Itália.

Em 1234, foi proclamado Santo, pela Papa Gregório VI, e inscrito no Catálogo dos Santos, com o nome de São Domingos de Gusmão. A sua festa é celebrada, anualmente, no dia 8 de agosto.

O seu corpo é conservado em Bolonha, em uma esplêndida arca de mármore, na Basílica de São Domingos.